segunda-feira, 6 de agosto de 2012

RAINHA GUERREIRA


Boudicca,conhecida pelos romanos por Boadicea,nasceu por volta do ano 30 a.C.Não se sabe muito da sua origem e pensa-se que ela tenha se chamado Boudiga,como a Deusa Celta da Vitória.Boudicca era rainha dos Icenos,uma tribo dos Celtas,onde é,hoje,Norfolk e Sulfolk. Era casada com o rei Prasutagus e tinha duas filhas.

Esposa, mãe, rainha e líder de uma das mais violentas rebeliões levadas a cabo contra o domínio romano (60 ou 61 d.C) na história de Britania. A sua história e a da sua tribo foi recolhida pelos historiadores romanos, Tácito (em seus Annales e Agrícola) e Dião Cássio (em sua História Romana).

É estudada a fundo pelos peritos e examinada pelos arqueólogos que continuam em busca de pistas sobre esta guerreira, cujo exército fez tremer os Romanos. Quando morreu o rei Prasutagus, a tribo icena, que convivia pacificamente com Roma naquela época, foi brutalmente atacada: Golpearam a rainha Boudica e violaram as suas filhas. Em busca de vingança, o exército de Boudica atacou as localizações romanas, incluído Londres, florescente centro de comércio romano da época, que foi destruído.

A Rainha Guerreira desapareceu da história durante a Idade Média, mas foi redescoberta no século XVI pela rainha Elizabeth I, interessada em promover o conceito da rainha guerreira nobre e foi transformada em ícone histórico.
Registro históricos - O historiador Dião Cássio diz, sobre Boadicéia:
"Boadicéia era alta, terrível de olhar e abençoada com uma voz poderosa. Uma cascata de cabelos vermelhos alcançava seus joelhos; usava um colar dourado composto de ornamentos, uma veste multi-colorida e sobre esta um casaco grosso preso por um broche. Carregava uma lança comprida para assustar todos os que deitassem-lhe os olhos."
Cássio relata ainda que ela cometeu todo tipo de atrocidade em nome de uma deusa chamada Andraste, que seria a equivalente britânico de Vitória, deusa romana. O próprio nome de Boadicéia significa "vitória".
Araste - na mitologia britanica uma deusa guerreira.
Ela era invocada pela rainha Boudicca quando esta se revoltou contra os invasores romanos.
Tradicionalmente afirma-se que ela sobreviveu á grande batalha e envenenou-se em casa. Cassius Dio narra que os Celtas fizeram um enorme enterro, digno de uma heroína. Sua estátua está junto ao Big Ben.

O FEMININO NA SOCIEDADE CELTA




O que sempre me encanta nos mitos e na história dos celtas são os freqüentes relatos sobre mulheres ruivas, altas, tão lindas quanto valentes, urrando gritos de guerras num campo de batalha, bradando suas próprias espadas ao lado de e contra homens tão fortes quanto elas.

Nas tribos celtas, as mulheres ocupavam posições tidas como essencialmente masculinas por civilizações vizinhas como a grega e romana. O fato de elas lutarem como guerreiras não anulavam a beleza e menos ainda a feminilidade da mulher celta. Ser guerreira era algo nobre, mas não impedia que esta mesma mulher fosse também sensual ou mãe, pelo contrário, a força e a delicadeza aliadas eram exatamente o seu diferencial, eram as características que faziam dela uma pessoa segura, intrépida e apaixonante. Existem várias facetas, muitas vezes contrastantes, que coabitam o mesmo espírito de uma mulher celta.

A história de Boudicca, rainha da tribo Iceni, comprova isso. Com a morte de seu marido, o rei Prasutagus, Boudicca passa a chefiar sua tribo que não estava nenhum pouco disposta a ceder ao domínio romano. Ao tentar resistir, Boudicca é capturada, açoitada e ainda obrigada a presenciar suas duas filhas serem estupradas por uma porção considerável de soldados romanos. Dignamente a rainha se retira dos domínios do inimigo com suas filhas jurando vingança. Com toda a fúria que somente uma mulher de espírito celta poderia ter, assumiu não só o controle dos Iceni, mas também da tribo vizinha, os Trinobantes. Juntos, varreram pelo menos dois povoados romanos na Grã-Bretanha, Camulodunum (atual Colchester) e Londiniun (atual Londres).
Os romanos só conseguiram vencer os destemidos guerreiros e guerreiros celtas após muitas batalhas sangrentas. Foram obrigados a criar novas estratégias e aumentar seus exércitos. A história registra que Boudicca preferiu a morte ao domínio romano e partiu para o outro mundo clamando por Andraste, a deusa celta invencível.
O conflito entre Boudicca e os romanos foi relatado em 2003 no filme "A Rainha da Era do Bronze". Uma excelente produção, mas infelizmente pouco conhecida pelo grande público no Brasil.
Um conceito marcante e recorrente na cultura celta é a relação intrínseca entre a soberania da Terra representada pela rainha de um povo. Quando os soldados romanos humilharam Boudicca e suas filhas, não era somente a honra delas que estava sendo duramente ferida, mas a honra de cada Iceni. Agredir física ou moralmente uma rainha era o mesmo que manchar a soberania da Terra.
A história de Boudicca me fez perceber que o que alimentava a coragem e ousadia da mulher celta era justamente o respeito e a confiança que o povo tinha na figura feminina. Arrisco afirmar que ela só conquistou várias vitórias sob os romanos por que sua tribo se deixou liderar por suas palavras e estratégias de coragem. Nenhum de seus guerreiros excitou em seguir uma mulher, como seria passível de acontecer em outras culturas já impregnadas de conceitos machistas.

Artigo escrito por Kiki Garcia, jornalista e membro-fundadora do "Caer Piratininga", primeiro Grove (Grupo Druídico) brasileiro afiliado à Druid Network International. Foi uma das mulheres participantes do Círculo 2006 do curso Espiritualidade Feminina (coordenado por Patrícia Fox)

domingo, 5 de agosto de 2012

CRONOS


Cronos e Réia tiveram seis filhos: Deméter, Héstia, Poseidon, Hades, Hera e Zeus. Mas Cronos se tornou perverso, engolindo os filhos quando nasciam, devido à profecia feita por seu pai, que um deles também o destronaria. Diante da dor de perder seu último filho, Réia entrega a Cronos uma pedra enrolada no cobertor. Sem notar, ele engole a pedra. Réia escondeu Zeus numa gruta aos cuidados de Gaia, onde ele foi criado até se tornar adulto, sendo amamentado pela cabra Amaltéia.
Ao se tornar adulto, Zeus retornou para tomar posse do trono de seu pai. Dando a Cronos uma poção mágica, o fez vomitar todos os filhos engolidos. Assim Zeus fêz renascer seus irmãos e assumiu o poder se tornando o rei dos deuses, criador do mundo e soberano dos homens, criando uma nova hierarquia de deuses. Agradecidos pela lição de responsabilidade e generosidade de Amaltéia, os deuses a transformaram na constelação de capricórnio.

O mito de Cronos nos remete à compreensão do tempo e das limitações da vida mortal. Nada pode ir além do âmbito da própria vida e nada permanece inalterado. Cronos é o deus que encarna o sentido do tempo mas também se rebela contra ele. E por isso foi destronado e humilhado, aprendendo assim no silêncio da própria dor.
Cronos representa o corpo, que envelhece de forma inexorável e ao mesmo tempo se rebela contra seu destino fatal. A aceitação da própria condição é também, de uma forma misteriosa, a separação dos pais e da infância, porque significa sacrificar a fantasia de que em alguma época, de um lugar, virá alguém como num passe de mágica, transformar a nossa vida em um aconchego eterno.
"Viver feliz para sempre" não existe no mundo de Cronos. A juventude cede lugar à maturidade e jamais poderá ser reconquistada de maneira concreta. Entretanto as lembranças e a sabedoria é algo a ser destilado com o tempo. O tempo consome tudo e também envelhece, pede renovação, evolui, muda.
Na sociedade atual temos vários arquétipos de pai. Um dos mais marcantes é o do pai autoritário. A castração do filho impede que ele tenha mais poder que o pai; a castração do pai faz com que o filho queira tomar o poder. A repressão e a competição masculina têm gerado ao longo do tempo complexos paternos que nos fazem refletir por que o velho tem medo do novo; por que os pais autoritários e devoradores têm medo de perder o controle; por que castram, reprimem e maltratam os próprios filhos. Todo pai deveria saber que o lugar que ocupa é temporário, que o filho é seu sucessor, como ele foi do seu pai.
O novo sucede o velho na ordem do mundo. Que as novas gerações desse novo século tragam pais fortes, mas que confiem na sua capacidade geradora. Que reconheçam a energia e o talento da juventude e valorizem seus filhos. E que os filhos valorizem seus pais, que lhe permitiram existir e se tornar os seus sucessores.
O aspecto negativo de Cronos é a sua feroz resistência às mudanças e à passagem do tempo. O lado positivo é saber mudar aquilo que podemos mudar; aceitar o que não podemos alterar; e esperar em silêncio até que o tempo nos mostre, a diferença entre as duas coisas
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COMO MONTAR UMA FONTE



Alho




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Salvador, Nordeste, Brazil
Busque o sentimento da felicidade no interior de sua alma, pois a alegria de viver é o resultado da harmonia de seus pensamentos e sentimentos. Todos os dias amanheça sorrindo para a vida, para que ela possa coroá-la com sucessos e realizações. Agradeça aos Deuses pelo milagre da vida e pelas pessoas que amam você!!!