quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Invocação ao Grande Espírito



Grande Espírito, 
as terras 
estão secando... 
ajuda-nos 
a encontrar 
o caminho 
para recuperar 
suas terras...
Grande Espírito, 
as águas 
estão sufocadas 
com os detritos 
e poluição... 
ajuda-nos 
a encontrar 
o caminho 
para limpar 
suas águas...
Grande Espírito,
a feiura vem 
com o mau uso... 
ajuda-nos 
a encontrar 
o caminho 
para restaurar 
a beleza 
de sua obra.
Grande Espírito, 
criaturas 
estão sendo 
destruídas...
ajude-nos 
a encontrar 
uma maneira 
de substituí-los.
Grande Espírito, 
nossos dons 
estão sendo 
perdidos 
no egoísmo 
e na corrupção...
ajude-nos 
a encontrar 
o caminho 
para restaurar 
a nossa 
...humanidade...

O néctar da vida!



Quando descobrimos que não somos nada do que pensamos ser, a primeira sensação é de absoluto vazio, um desconfortável e desconcertante vazio. Afinal passamos a vida acreditando que somos o que nos faz feliz, somos a tristeza que carregamos, somos as lágrimas que derramamos as perdas e os ganhos que tivemos. Somos ensinados que somos a religião que pregamos os livros sagrados que lemos os aprendizados que recebemos nas escolas e os diplomas que penduramos nas paredes, assim como e mais intensamente, somos ensinados que somos o que temos em nossa conta bancária.
Passamos nossa vida acreditando e olhando as coisas de fora para dentro, dando mais valor ao que dizem, do que ao nosso próprio sentir.
Passamos a vida em barulhos horrorosos, ao som de palavras vazias e mentes cheias. Corações angustiados e mãos descartáveis, já que não são estendidas para ajudar um irmão sequer na caminhada.
Ao passarmos o primeiro impacto da descoberta de quem somos e percebermos que, não somos nada daquilo que pensávamos nada daquilo que os outros nos falavam, nada daquilo que o espelho, mesmo o de mais puro cristal nos mostra, nos sentimos abençoados por percebermos que somos as qualidades do Grande Mistério! Pura e simplesmente.
Não somos a tristeza nem a culpa, muito menos a dor ou a desilusão. Não somos a alegria nem as lágrimas, não somos nada que possa ser explicado em palavras. Somos a mais pura luz e não sombras como sempre nos fizeram crer. E, por crermos sermos sombras, nos afastamos daquilo de mais sagrado que temos e somos: O AMOR DIVINO!
Não, isso não é religioso. Isso é descoberta do Grande Mistério na sua mais profunda e pura essência.
E somente no silêncio conseguimos encontrar isso.
Enquanto nos cremos sombras e cremos ainda mais, que somos castigados por não sermos a luz que buscamos, vamos criando véus que nos distanciam da verdade.
Não creio que somos criados por essa força misteriosa para que sejamos o tronco, o algoz e/ou a vítima. Não creio que somos, ainda que estejamos por estarmos vendados, de todo o mal que é pregado ao mundo. Se realmente cremos que somos filhos dessa Força, precisamos sair dessa caverna escura e úmida, para a luz que pode queimar um pouco nossa retina, nossa pele e nossas vãs filosofias, mas aos poucos, conforme vamos nos acostumando e nos entregando a essa Luz Maior, nos damos conta que somos todos, filhos de uma mesma célula, criados a partir de uma mesma semente e mesmo que demore o que pensamos ser uma eternidade, todos nós nos daremos conta da luz que emana a partir de nossos corações, da nossa célula matriz e que, portanto, somos todos frutos de uma mesma árvore.
Isso não é encontrado ou ensinado em templos de ouro e prata, nem em templos onde a voz dos homens é mais ouvida do que o silêncio dos anjos. Isso não é ouvido em bares onde o álcool comanda as festas e a falsa alegria dos que caminham anestesiados nem mesmo em lares onde o abraço e o aconchego não são parte da refeição. Sim, a alma necessita ser alimentada!
Eu falo de um Mistério que canta pelos bicos de seus filhos, que anunciam o amanhecer. Eu falo de um Mistério que está nas plantas que colhemos da terra e nos nutrem o corpo. Eu falo de um Mistério que se apresenta todos os dias, quando anoitece e nos presenteia com o descanso de nossos corpos e com estrelas que cintilam na imensidão e, também nos dá o amanhecer para que possamos despertar, mais do que nossos corpos, nos possibilita o despertar da consciência!
Eu falo de um Mistério que se manifesta nas águas que batem nas pedras e nas que escorrem pelas encostas, matando a sede dos caminhantes. Um Mistério que pia alto no céu e nos ensina a olhar de fora e do alto nossas preocupações e assim, encontrarmos as soluções que necessitamos.
Eu falo de um Mistério que dança com suas asas entre uma flor e outra, colhendo o néctar da vida, beijando suavemente as pétalas que lhe serve de alimento, em forma de gratidão!
Eu falo de um Mistério que firma os passos sobre a terra e nos dá segurança no caminhar. 
Eu falo em um Mistério de esperança que se renova todos os dias, em todos os corações, para que todos possam de alguma forma, encontrar a paz tão desejada e tão esperada, mas que mesmo sem perceber, nos afastamos, para vivermos sob o julgo de pretensos deuses da sabedoria e da religião, que ao invés de nos religar nos desliga de nós mesmos e conseqüentemente, do Todo!
Ao contrário do que muitos pensam, eu não sou religiosa, pois não sigo nenhum livro, nenhum ensinamento que vêm pelo homem. Sou filha das estrelas, tenho em mim o pó da criação do universo, tenho em mim o DNA das estrelas e creio nessa força. Sou feita à imagem e semelhança, portanto sou uma das qualidades desse Grande Mistério aqui nesse mundo e sim, essa qualidade apesar de estar em mim, não é minha. É fruto que mata a fome dos meus irmãos e a semente que semearei na terra. Esse é meu contrato sagrado, que após ser cumprido encerrará minha jornada.
Eu falo de um Grande Mistério que se manifesta em toda plenitude de sua criação, em todo seu amor a todo instante e, como sempre digo, basta estar atento, basta estar presente em nosso presente, pois Ele se mostra e se manifesta a todo instante!
Permita-se ser esse Vazio absoluto e descubra-se em plenitude!
Permita-se saciar sua sede, com o néctar da vida!

SEJAMOS HOJE A MELHOR PESSOA QUE PUDERMOS!
SEJAMOS AMOR EM MOVIMENTO!


(Rose Kareemi Ponce) 

A bondade

   
   

   A bondade é uma generosidade de espírito. Ele vem à tona quando damos de nós mesmos e do nosso tempo sendo úteis aos outros, sem esperar nada em troca. Ao mostrar bondade para fazer o melhor de si mesmo, há um “efeito colateral” de clareamento da situações, colocando o que antes parecia dividido – bom e mau, a escolha que poderia ser feita – no mesmo aspecto da Verdade.
   Quando somos o que a nossa essência é, não há mais divisões e somos/estamos bons!
   Preste atenção aos efeitos que seu comportamento tem sobre os outros e observe seus próprios sentimentos, em associação com as suas reações. Pense sobre como você se sente quando alguém mostra bondade. O que você dá, volta para você a mais. Quando você é gentil e bondoso – e parece que não há como fazer distinção entre uma coisa e outra – você não só obtém um reembolso imediato em termos de uma sensação de bem estar, como também receberá a bondade dos outros, e pode acontecer disso ser completamente inesperado e não relacionado ao ato a que você deu início.
   É tão fácil encontrar maneiras de ser bondoso com os outros e mesmo assim, algumas pessoas ficam protelando e esperando que uma possibilidade de ato heroico se apresente para que ela aja; enquanto isso, se perde oportunidades de dizer algo que encoraje o outro quando se sente, instintivamente, que alguém precisa ouvir; oferecer ajuda sem ser solicitado; sorrir indicando confiança; engolir sua crítica; ouvir sem julgamento; deixar de ver os erros de uma situação e ajudar o outro a focar na solução; fazer pequenos sacrifícios para alguém em necessidade…
   A grande regra de ouro que aplico na minha própria vida é fazer aos outros o que gostaria que fizessem para mim, e eu faço isso a mim mesmo como faria outros. A última parte é tão importante quanto a primeira. Não é bom ser sempre bondoso com os outros e esquecer-se de ser você. Você vai perder força e sentir-se menos capazes de mostrar bondade para com os outros, se não reconstituir a sua própria mente, corpo e energia em uma base regular de auxílio a si próprio.
   Ser gentil com você mesmo significa obter suas necessidades; ser gentil com você mesmo é diminuir as críticas e evitar julgamentos quando você sente que não está executando o seu melhor; perdoe a situação na qual está diretamente envolvido quando surgir a necessidade, em vez de bater em si mesmo!
   Quando você adquirir o hábito de tratar-se com carinho, será muito mais fácil estender o sentimento às outras individualizações.


   Não há nada que precise ficar no escuro… Seja Luz!

   (Artigo: Ale Barello)

Celebração do Ostara


   

A Terra Desperta


Por volta de 21 de março no hemisfério Norte & por volta de 21 de setembro no hemisfério Sul
Ostara é o primeiro dia da Primavera. É o momento do ano em que o Sol está diretamente acima do Equador, fazendo com que noite e dia tenham igual duração. Nesse dia, escuridão e luz são precisamente iguais; então, esse Sabbat traz os sentimentos de equilíbrio e interação. Desse dia em diante o dia dominará a noite, ou seja, os dias serão maiores que as noites e a Terra explodirá com vida.
Ostara é celebrado no hemisfério Norte por volta de 21 de março e no hemisfério Sul por volta de 21 de setembro. Este é o tempo em que as sementes são plantadas e começam o seu processo de crescimento. Ostara é tido como um momento de união e amor entre a Deusa (Lua) e o Deus (Sol), pois é um período de igualdade e equilíbrio entre as forças da Natureza, e isso indica também que é o momento ideal para fortalecer a energia de complementaridade entre homem e mulher.
Segundo as crenças da Bruxaria, em Ostara o Deus (Sol) cresceu, tornando-se um jovem adulto. Ele está passando pela puberdade e suas forças são refletidas na vitalidade e no crescimento das plantas. Ele está crescendo novamente. Com a vitalidade crescente dele vem o calor da Primavera e o futuro plantio das futuras colheitas. A Deusa não é tida mais como a Mãe nutridora, mas como uma bonita Virgem da Primavera. Assim como em relação à Natureza esse é o momento de plantar, essa também é a hora de cultivarmos nossas “sementes” (metas e objetivos). É o período de celebrar as mudanças de nosso corpo, pois nessa estação do ano ficamos mais ativos dormimos menos, comemos menos e gastamos mais tempo ao ar livre.
Nesse dia, os Pagãos na Europa acendem Fogueiras nos cumes de montanhas, pois acreditavam que o brilho do fogo será capaz de tornar a terra frutífera e manter suas casas em segurança. O fogo aceso também simbolizava iluminar os caminhos para que o Sol possa retornar à Terra.
A Deusa reverenciada nesse dia é Eostre (observe a semelhança do nome Eostre com Easter = Páscoa, em inglês), e o Sabbat do Equinócio da Primavera ganhou o nome de Ostara em sua homenagem. O Cristianismo absorveu muito dos costumes e folclores Pagãos de Ostara, pois no hemisfério Norte e atual data pascal ocorre próximo à data de Ostara.
Eostre, que significa “a Deusa da Aurora”, é uma Deusa anglo-saxã da Primavera, da ressurreição e do renascimento. Está associada à fertilidade e aos grãos, e oferendas de pão e bolo são feitas nessa época a Ela.
A primeira e mais preservada Tradição Pagã de Ostara é a pintura e decoração dos ovos. Se realmente analisarmos com cautela, por que os Cristãos têm o costume de se presentearem com ovos na Páscoa?

A resposta é simples, não acham?
O ovo simboliza a fertilidade da Deusa e do Deus, o símbolo de toda a criação. Ao decora-los, estamos carregando-os como objetos mágicos, de acordo com as cores que utilizarmos. É uma Tradição também esconder os ovos, e achá-los simboliza que a pessoa alcançará suas metas. Outro simbolismo é o coelho da Páscoa. Muitos nem sequer percebem que o coelho é um dos maiores símbolos de fertilidade da Deusa, pois eles levam um período de 28 dias para gestarem e darem à luz os filhotes, e 18 dia é o ciclo de uma lunação.
Além disso, a lenda do coelho da Páscoa tem uma estreita relação com a referente à Deusa Eostre, na qual um gentil coelhinho pedia favores a Deusa e em troca botava ovos, decorava-os e presenteava a Deusa com eles. Segundo a lenda, Eostre ficou maravilhada com a beleza dos ovos e ficou tão contente que desejou que toda a humanidade pudesse partilhar de tamanha beleza e alegria. Assim, o coelho começou a viajar por todo o mundo na época do Equinócio da Primavera, presenteando a todos com seus ovos decorados.
Os símbolos desse Sabbat são as flores e os ovos coloridos. Esses ovos enfeitam o Altar e depois são colocados aos pés das árvores ou em vasos com plantas.E finalmente enterrados para que o ciclo se faça.
Nesse dia, os bruxos europeus vão até o campo para colher flores e as levam para casa, pois acreditam que as flores colhidas no Equinócio da Primavera são mágicas e, através delas, são capazes de conectarem a energia de toda a Natureza. Essas flores devem ficar secas e com elas fazer ornamentos para enfeitar as casas, até Ostara do ano seguinte, em que são trocadas por novas flores, assegurando assim a continuidade de sorte, saúde e felicidade.
Ostara é o tempo da renovação, o momento ideal de passear por jardins, parques, bosques, florestas e outros lugares verdes, fazendo do passeio um verdadeiro ritual, uma celebração da Natureza e da vida.
Correspondência de Ostara
Cores: verde, dourado,amarelo, branco.
Nomes Alternativos; Equinócio da Primavera, Easter, Dia da Senhora do Renascimento. Dia da vida, Dia do amor da Grande Mãe.
Deuses: Deuses jovens e da fertilidade e a Deusa, no seu aspecto de Virgem Primavera.
Ervas: tanchagem, lavanda, manjerona, alecrim, lilás, violetas, limão, bálsamo, madressilva, musgo de carvalho, rosas, sabugueiro, salgueiro, açafrão, narciso, junquilho, tulipa, cravos, verbena.
Pedras: quartzo branco, quartzo rosa, ágata, lápis-lazúli, amazonita, citrino.
Comidas e Bebidas Sagradas do Sabbat: Bolos, biscoitos cremes e leite, pães,arroz com verduras, saladas diversas de raízes e folhas verdes, bolos de mel, vinho, ponche, leite e iogurte.

Atividades:
• Caminhar pelo campo para colher flores. Enfeitar toda a casa com elas.
• Celebrar a Natureza fazendo uma oferenda aos elementais, agradecendo pela beleza proporcionada pela Primavera.
• Plantar uma árvore ou flores.
• Fazer um jardim.
• Colorir ovos e enfeitá-los com símbolos de fertilidade.
• Levar um buquê de flores a uma nascente em homenagem ao Espírito da Primavera.

                             (Graça Azevedo-Suma Sacerdotisa do Templo Casa Telucama)



quarta-feira, 23 de julho de 2014

JULHO MÊS DEDICADO A MINHA DEUSA INTERIOR )O(


Holda (Holde,Hulda,Holle,Hulle, Perchta/Pertcha) 


  É a deusa associada ao inverno, neve, fiação e rocas de tecer entre outras coisas e lendas e contos têm sobrevivido na Alemanha, Noruega e Dinamarca. 
  O nome Holda significa "the kind one" e no Gótico e Antigo Nórdico hollr graciosa e leal.
A neve é um dos seus dons. Visita as casas para recompensar ou punir. 
É uma deidade germânica que governa a morte e a imortalidade.  
  Com Wottan durante a "Cavalgada Selvagem recolhe as almas e busca as coisas ruins da terra. Também limpa os campos para novos plantios. 



  No folclore da Alemanha, Holda é mais proeminente como padroeira das solteiras. 
Pode premiar uma solteira diligente ao terminar um trabalho para ela durante a noite. A mulher preguiçosa é punida se queimar a roca ou estragar o linho ou lã.
  É vista como uma bruxa também. Na Idade Média, o Cristianismo a transformou em uma caçadora malvada que levava as almas das crianças que morreram sem batismo. 
Documentos pós-cristãos parecem fazer um esforço especial para demonizar a "graciosa e leal". 


  Na mitologia nórdica ou germânica, Frau Holda é considerada a senhora das bruxas. Os antigos germânicos consagravam à Holda o dia que no calendário gregoriano corresponde a 10 de julho.
É um símbolo de virtude e trabalho duro. Holda é talvez a única deusa teutônica cujo culto sobreviveu até hoje. 


  Ela é vista como uma mulher bonita com longos cabelos brancos, mas para os preguiçosos e crueis, ela aparece como uma velha enrugada. 
Às vezes é vista como uma mulher com duas faces; uma jovem e bonita, outra velha e severa. 

  É protetora da família e patrona da dona de casa e mãe. Há muitos contos antigos (pré-Irmãos Grimm) onde Holda trouxe recompensa ao trabalhador e virtuoso, fertilidade aos campos e animais e proteção às mulheres e crianças
e não como uma bruxa má, como retratado pela igreja. 
Ela é uma deusa nobre e graciosa digna de ser cultuada hoje como era pelos antigos teutões.






sexta-feira, 6 de junho de 2014

QUANDO QUALQUER RELAÇÃO É UM CAMINHO PARA O AMOR

É raro encontrar alguém que não queira se relacionar bem. Ter uma pessoa ao lado que traga sensação de segurança, apoio, carinho, prazer. Alguém que você admire… e que admire você. E ao mesmo tempo permitindo que o outro seja como ele é, com seus defeitos, dificuldades, esquisitices, assim como você espera ser aceito como é. Mas o que se vê nas relações afetivas é cada vez menos tolerância, e cada vez mais cobrança. Um jogo onde um tenta mudar o outro. Entram elementos de chantagem, manipulação, vitimismo, agressividade…
Um parceiro se sente no direito de querer mudar o outro, porque vê nele coisas que não entende e não aceita. Na fantasia dele, a atitude do outro é “contra ele”! E o outro também quer mudar você. Como é um jogo, às vezes um assume a postura do “coitado” e não abre a boca. Faz tudo o que é falado, tentando agradar. E o outro assume a postura do inquisidor, da pessoa que sabe o que é o correto, e tenta impor sua vontade a ferro e fogo. Essa brincadeira, que pode ser extremamente dolorosa e até violenta, não tem fim. Até que um dos dois, como uma criança emburrada, resolve “pegar a sua bola” e ir embora. Sim! Eu comparo este tipo de situação a uma brincadeira de crianças, porque na raiz do problema, estão emoções infantis mal resolvidas. Eu quero isso! Não, eu quero isso! Você não tem direito! Eu cheguei primeiro! Mas eu mereço! Então, se você fizer isso, eu faço aquilo… E por aí vai…
A única questão é que, quando a relação chegou num nível desses, todos são feridos. Uma “criança emburrada”, na fase adulta, pode fazer coisas extremamente duras, cruéis, violentas. Não há vencedores, e muitas vezes, os filhos da relação “aprendem” que uma relação é uma competição insana entre homem e mulher. Mesmo que não haja brigas aparentes, eles sentem a falta de harmonia do casal. E depois que crescem, repetem a mesma história, pois a mente humana reproduz e atrai os modelos gravados dentro de si. Sendo vítima ou agressor, ou as vezes se revezando nos papéis, o jogo é o mesmo: o jogo da raiva, da mágoa e incompreensão entre o masculino e o feminino.
Uma história de maldades e dor
Talvez você não tenha consciência, mas o seu passado familiar é repleto de maldades e dores que ocorreram nas relações entre homens e mulheres. Traições, agressões, submissões, jogos de sedução, famílias paralelas, filhos abandonados, abortos provocados, noivas e namoradas deixadas para trás, chantagens, golpes do baú, sequestros, casamentos sem amor, mentiras, segredos, agressões sexuais… É lógico que também existiram boas relações e amor…
Mas o que desejo chamar a atenção é que, se na sua vida existe dificuldade de ter uma relação construtiva, livre, harmoniosa, que lhe dê prazer e alegria, é simplesmente porque talvez uma parte de você ainda esteja presa, inconscientemente, a uma programação do passado, que atrai o jogo do sofrimento. Pela constelação familiar sistêmica, descobrimos que esta programação vem de muitas e muitas gerações. É comum uma pessoa olhar para os pais, e ver que eles não tinham uma relação tão ruim. Porém, a questão é que talvez a competição e intolerância na relação estavam embutidas, como um vírus no sistema que não se manifesta totalmente. E aí, na sua vida, este vírus eclode, vem com tudo, trazendo situações problemáticas e difíceis.
A solução? Olhe para si. Perceba quais são os reais sentimentos que você tem em relação ao sexo oposto. Tanto faz se você é homem ou mulher, veja como você vê o “homem dentro de si”. E como você vê “a mulher dentro de si”. Também não importa se você é heterossexual ou homossexual, porque o problema com o masculino e o feminino interno irá se manifestar na sua relação afetiva. O que você espera de um parceiro, de uma parceira? Você confia a ponto de entregar o seu corpo, a sua segurança, o seu espírito àquele ou àquela que você ama? Você está pronto para servir, apoiar e amar incondicionalmente o outro? E como está a sua autoestima? O quanto você está delegando a outra pessoa o dever de fazê-lo feliz, seguro, acariciado… isso porque você não se banca, e se acha infeliz, inseguro e mal amado?
Fato é que as relações afetivas só entram em crises profundas porque não olhamos para nossas emoções dolorosas, que são herdadas da nossa infância, e também dos nossos pais e do nosso sistema familiar, e exatamente por isso – já que emoção é energia pura, atraímos parceiros que irão fazer com que estas emoções venham à tona. Para que? Para serem curadas… Em resumo, um parceiro, qualquer que seja, surge em nossa vida para desenvolvermos a nossa capacidade de cura, compaixão e amor. Em primeiro lugar, por si. E quase ao mesmo tempo, pelo outro.
Relações de prazer e amor incondicional
Tenho visto pessoas realizarem corajosamente este caminho de autoinvestigação. Pessoas que assumem a responsabilidade plena pela própria cura, e portanto, pela própria felicidade. Após passarem por situações repetidas de problemas nas relações, começam a entender, pela dor, que deve ter alguma coisa dentro de si atraindo as más relações. E o mais bonito é ver que, subitamente, estas pessoas aparecem com um rosto brilhando, olhos alegres. “Está amando”, eu penso. E confirmo logo depois, na fala delas.
Porém, é um amor maduro. Imagine você que, ao tomar posse da própria vida, percebe que o medo, a insegurança, a dúvida, o conflito, estavam dentro de si, e aos poucos, vai desativando estes mecanismos que detonam qualquer envolvimento sadio. Imagine você amando e indo além destas emoções. Veja bem: não é uma negação das emoções, mas um “ir além”. Em posse desta maturidade emocional, quando o parceiro apresenta medo, insegurança, vontade de brigar, você sorri… e acolhe. Não vê como pessoal. Porque já criou amizade com suas emoções doloridas. E como uma mãe acolhedora, pode receber em seus braços  o amado, que temporariamente se descontrolou com suas emoções. E lógico, pela lei da atração, o seu parceiro, que sempre está num nível igual ao seu, também estará pronto para amparar você, em outras situações. Não há necessidade de perfeição. De fingimentos. A relação é transparente, honesta e livre. Cada um tem a própria vida. Você se mostra extremamente forte, exatamente porque não recusa a sua fragilidade. Sabe que o ser humano possui altos e baixos, e assim, respeita os altos e baixos do outro. E agradece profundamente os momentos em que pode verdadeiramente apoiar seu amado, e ao mesmo tempo, agradece profundamente ser apoiado quando suas energias estão baixas. Esse é o amor puro, que irá fluir na sua relação afetiva. É um caminho totalmente possível. É um caminho para você despertar para o amor incondicional que existe dentro de si. Esteja consciente: cada relação que você teve e tem, é um passo nesta jornada. Agradeça. Aprenda a lição, e dê mais um passo rumo ao amor. O amor que liberta.
Alex Possato - O MUNDO DE GAYA

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Salvador, Nordeste, Brazil
Busque o sentimento da felicidade no interior de sua alma, pois a alegria de viver é o resultado da harmonia de seus pensamentos e sentimentos. Todos os dias amanheça sorrindo para a vida, para que ela possa coroá-la com sucessos e realizações. Agradeça aos Deuses pelo milagre da vida e pelas pessoas que amam você!!!